
terça-feira, dezembro 25
terça-feira, dezembro 18
Heráclito, Frag. 26
O homem toca a luz na noite, quando com visão extinta está morto para si; mas vivendo, toca o morto, quando com visão extinta dorme; na vigilia toca o adormecido.
(trad. Emmanuel Carneiro Leão)
(trad. Emmanuel Carneiro Leão)
sábado, dezembro 15
brisa
por cima
e por baixo
tem sempre um lado maior que o outro
por todos os ladbos
------rostos
para todo o sempre
---aprendizado
para cada ser
----estar
para cada momento
----situação
para cada espaço
---liberdade
para cada riso
------paz
relaxe
sinta a briiiisa que corre no ar
as vezes
os deuses ouvem nossas preces
e por baixo
tem sempre um lado maior que o outro
por todos os ladbos
------rostos
para todo o sempre
---aprendizado
para cada ser
----estar
para cada momento
----situação
para cada espaço
---liberdade
para cada riso
------paz
relaxe
sinta a briiiisa que corre no ar
as vezes
os deuses ouvem nossas preces
quarta-feira, dezembro 5
vejam isso por favor... é simplesmente inquietante
http://bacteriabroderagem.blogspot.com/2006/08/caraaaaaalho.html
quinta-feira, novembro 29
Angustia safada
Angustia travada
Por quê?
Não sei nada
Mas me desacata
E redoma-se a mim
Não dizes
Percalsa
Aflora
Desata
E me desacata
Redoma-se a mim
Angustia obtusa
Desflora-me
Abusa
Meirinha
Aplainada
Que me desacata
E redoma-se a mim
Menina calada
Me tira a palavra
Que não se desata
E termina sem fim
Angustia sufoco
Que torna-me louco
Se vá na calada
E deixe-me em mim
menina devolva
Meus versos que rouba
Pois deixando-me louco
Será o seu fim
Angustia venérea
Me deixa sem rédeas
Pois me desacata
E redoma-se a mim
Mas já ta na hora
De ires embora
Angustia safada
Será o seu fim
Por quê?
Não sei nada
Mas me desacata
E redoma-se a mim
Não dizes
Percalsa
Aflora
Desata
E me desacata
Redoma-se a mim
Angustia obtusa
Desflora-me
Abusa
Meirinha
Aplainada
Que me desacata
E redoma-se a mim
Menina calada
Me tira a palavra
Que não se desata
E termina sem fim
Angustia sufoco
Que torna-me louco
Se vá na calada
E deixe-me em mim
menina devolva
Meus versos que rouba
Pois deixando-me louco
Será o seu fim
Angustia venérea
Me deixa sem rédeas
Pois me desacata
E redoma-se a mim
Mas já ta na hora
De ires embora
Angustia safada
Será o seu fim
terça-feira, novembro 13
domingo, novembro 11
terça-feira, novembro 6
segunda-feira, novembro 5
trecho de Vanguarda e Subdesenvolvimento de ferreira gullar
Esta etapa da arte política, no Brasil, colocou alguns problemas novos e, de novo, alguns problemas velhos. Destes, o mais importante foi a volta à radicalização cepeciana, à subestimação dos problemas estéticos e culturais em função da denúncia e da propaganda política, que se verificou não apenas em grupos teatrais universitários mas também em grupos profissionais. O outro problema surgido foi o abandono do sentido didático (brechtiano) do teatro político em favor de uma posição irracionalista, que libera o dinamismo das formas cênicas e às vezes atinge o nível da pura e simples agressão ao público. Esta tendência, como a anterior, decorre de uma visão política da situação brasileira, cujo fundo é o revolucionarismo de classe média.
sexta-feira, novembro 2
Considerações sobre alberto caeiro
O que mais achei engraçado na filosofia de Alberto Caeiro, foi a sua criação de um sistema de negações dos sistemas, diria ser um passo infantil para um niilismo afirmador. Talvez ele tenha agido dessa forma para fazer-se entender pelo homem comum ou talvez por impossibilidade de exprimir o inexprimível na língua portuguesa. No fim fica essa incógnita irrelevante. Entretanto, como vinha dizendo, o que realmente me chamou à atenção foi sua boba noção de mundo como “indiferença” se é que me entendem. Na sua indiferença mundana a manifestação da vida era nula, como se o caráter significativo desta fosse um falseamento dela mesma, como se os significados fossem externos as coisas, enfim uma indiferença tacanha pra não dizer Oriental.
O que ele esqueceu é que a sua “indiferença” é um portal significativo como qualquer outro
O que ele esqueceu é que a sua “indiferença” é um portal significativo como qualquer outro
segunda-feira, outubro 29
tenho a pressa de milhões de anos
corro sem troféu a minha espera
para alguns faltam esperança
para mim - sobra
derramam-me nos poros como em dias de verão
tenho pressa
se ao menos a calma de outrora
pudesse me acompanhar...
aquela que de nada saber
nada preocupar
como o caminho é longo
procuro atalhos
tenho pressa de chegar
tenho a pressa de milhões de anos
me arranho nos espinhos
caio em armadilhas
todas postas por mim
para me sabotar
tenho a pressa de milhões de anos
mas aonde eu quero chegar?
onde eu vivia antes
tinha menos graça
e tinha mais paz
como gotas que transformam tudo em cores
primeiro rir - depois pensar
e agora não tem mais jeito mesmo
se eu soubesse disso antes
(ham)
faria tudo de novo
so que me divertindo mais
tenho pressa
mas começo a cansar
a esperança duradoura
é como a cobra peçonhenta
quanto mais veneno
mais difícil de matar
tenho pressa de estar
procuro meu caminho
que de Tolkien a Schopenhauer
parece mesmo é com Dali
e tenho pressa de enxergar
mas estou cansada
e a estrada é longa
tenho que continuar
c o n ti nuar
quantas vezes cai sem reclamar;
a maldita esperança
de um dia alcançar
vou mata-la a pedradas
(e com sua ajuda agora
tudo fica mais fácil)
tenho pressa
]]]tenho?
]]]pressa
corro sem troféu a minha espera
para alguns faltam esperança
para mim - sobra
derramam-me nos poros como em dias de verão
tenho pressa
se ao menos a calma de outrora
pudesse me acompanhar...
aquela que de nada saber
nada preocupar
como o caminho é longo
procuro atalhos
tenho pressa de chegar
tenho a pressa de milhões de anos
me arranho nos espinhos
caio em armadilhas
todas postas por mim
para me sabotar
tenho a pressa de milhões de anos
mas aonde eu quero chegar?
onde eu vivia antes
tinha menos graça
e tinha mais paz
como gotas que transformam tudo em cores
primeiro rir - depois pensar
e agora não tem mais jeito mesmo
se eu soubesse disso antes
(ham)
faria tudo de novo
so que me divertindo mais
tenho pressa
mas começo a cansar
a esperança duradoura
é como a cobra peçonhenta
quanto mais veneno
mais difícil de matar
tenho pressa de estar
procuro meu caminho
que de Tolkien a Schopenhauer
parece mesmo é com Dali
e tenho pressa de enxergar
mas estou cansada
e a estrada é longa
tenho que continuar
c o n ti nuar
quantas vezes cai sem reclamar;
a maldita esperança
de um dia alcançar
vou mata-la a pedradas
(e com sua ajuda agora
tudo fica mais fácil)
tenho pressa
]]]tenho?
]]]pressa
domingo, outubro 7
a nós mesmos
A irrealidade dos fatores não altera o produto
A sinceridade dos clamores não desfaz o absurdo
A fugacidade das verdades não destrói nossas vidas
E a velocidade das mensagens não nos é suicida
Sejamos felizes por termos dentes
E aparelhos pra consertá-los
A verdade é que nossos sonhos
Poderão ser realizados
Falo de nós modernos burgueses encafifados
A sinceridade dos clamores não desfaz o absurdo
A fugacidade das verdades não destrói nossas vidas
E a velocidade das mensagens não nos é suicida
Sejamos felizes por termos dentes
E aparelhos pra consertá-los
A verdade é que nossos sonhos
Poderão ser realizados
Falo de nós modernos burgueses encafifados
sábado, outubro 6
terça-feira, outubro 2
Eu declaro
que vós para poderdes viver, deveis vos armar de olhos da cabeça aos pés: não apenas com buracos para os olhos nas vossas armaduras, mas com olhos enormes, abertos, acordados. Olhos nas orelhas, para descobrir tanta falsidade, tantas mentiras, olhos nas mãos, para ver aquilo que os outros não dão e, mais importante, o que tomam, olhos nos braços, para medir vossa capacidade, olhos nas linguas, para pensar o que dizer, olhos no peito, para ajudar a desenvolver a paciencia, olhos no coração, para proteger das primeiras impressões, olhos nos próprios olhos, para ver como eles estão vendo.
Baltasar Gracian - El criticón
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